segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Segunda-feira, 07 de Janeiro de 2008

Está a acontecer algo tão estranho que ainda não achámos como o explicar!
Ao romper da alvorada, achámos em quatro colegas nossos alguns inchaços nas costas e braços e estes doem-lhes tanto que mal se conseguem erguer em pé. Passaram o dia inteiro deitados dentro da S. Uriel com olhares sonolentos e aspecto ensebado. Além do mais, têm febres tão altas que ainda não percebemos como podem ter frio...

Já tive contacto com esta doença sem nome, altamente contagiosa, por pouco tempo num encontro com umas populações africanas... eles curavam os doentes com uma mezinha feita de umas ervas especiais. Mas há um senão: existe uma outra erva em maiores quantidades que é exactamente igual à curativa, senão pelo simples facto de ser venenosa.

Os nossos companheiros ficaram isolados dos outros devido a contágio certo. Ou encontramos as ervas ou estarão condenados.

Ainda não percebemos as causas que levaram ao aparecimento da doença. Nem mesmo essa tribo africana as conhecia. E agora eu pergunto-me o mesmo: mas o que originará a doença? Será de algo existente na ilha? Algum insecto? Alguma planta? O próprio ar que respiramos?

Sei que é uma doença mortal e de contágio rápido. Só nos resta encontrar as plantas, se é que nestas ilhas há algumas...

Está certo que corremos o risco de colher as plantas erradas e de os matar. Mas é a nossa única esperança e, de certo modo, condenados já eles estão.

Não nos agrada a ideia de sermos responsáveis, em certa parte, pela morte de quatro companheiros nossos... Mas, custa-me dizê-lo, são quatro vidas para dezenas de outras. Não nos podemos arriscar ao contágio. Temos de encontrar a planta, venenosa ou não...

É a única esperança que temos...


... E que Deus nos guarde...

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