domingo, 6 de janeiro de 2008

Carta a El-Rei D. João de Portugal

QUE TRATA DO ACHAMENTO DAS PÉROLAS DO ATLÂNTICO
A El- Rei D. João de Portugal, pela graça de Deus rei de Portugal e dos Algarves, d'aquém e d'além-mar, ano dois mil e oito do ano do senhor.
É de memória de vossa majestade que hemos partido do porto de Lisboa corria o dia sete do sexto mês do ano dois mil e cinco com uma frota de três caravelas, que dão pelos nomes de Santa Catarina, Santa Luzia e S. Uriel, rumo à descoberta de novas terras que se possam anexar ao império ultramarino português que tanto tem ajudado a levantar a moral e orgulho de nosso conterrâneos; assim seja.
Escrevo-vos a informar que, pelo raiar da alvorada, hemos dado com jma praia longa e branca e hemos também podido constatar que não se tratava apenas de uma, mas de várias ilhas que distavam mais ou menos a mesma distância, que é a de aproximadamente uma légua. Pusemos-lhes o nome de Pérolas do Atlântico, devido à cor prateada da areia aquando o Sol do meio-dia e às suas formas arredondadas.
Após o longo areal prateado, há florestas tão densas que vai ser difícil voltar das biscas. As ilhas não têm indícios de habitação humana ou de qualquer outra forma de vida, pelo que temos tomado as ilhas como desertas.
Pensamos que se encontrem a Oeste do Norte de África, talvez mais para as Américas... mas não temos a certeza...
As condições não têm estado favoráveis à navegação, devido a nevoeiro intenso, o que nos coloca o astrolábio completamente inútil.
Pensamos permanecer nas ilhas até o nevoeiro amainar.
Fez pouco tempo um dos meus tripulantes apareceu com uma pedra que continha uns pós doirados... ainda não os identificámos, mas espera-se que seja ouro.
Não sabemos por quanto tempo teremos de permanecer aqui... Só sei que reuniremos esforços para achar como tirar proveito das ilhas para Portugal.
Juntamente com esta carta envio-vos um minério de cor prateada que, não se identificando como sendo prata, pode ser novo e de grande interesse.
O Almirante,
Roberto Calderón

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